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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Todo mundo já sentiu vontade de acampar... pelo menos uma vez na vida...



Depois que me convenci que acampar não seria tão terrível assim, tive que convencer a minha esposa, e para convencê-la usei o argumento que um acampamento seria uma ótima diversão para o meu filho Lucas que é apaixonado pela natureza.
Depois de todos decididos e empolgados tínhamos que definir o lugar... Acampar a onde?
Até hoje não sei o motivo de não ter usado a internet para pesquisar um lugar para o acampamento. Foi uma amiga da família que trabalha com turismo que sugeriu e indicou um camping em Trindade. Ela já havia acampado em Trindade e disse que o local era paradisíaco. Pronto! Já tínhamos o local, Trindade.
Agora faltava a barraca. Temos uma conhecida que trabalhava em uma famosa empresa de produtos náuticos, pedimos que ela indicasse um local para comprarmos uma barraca mais em conta, mas ela sugeriu:
_É o primeiro acampamento de vocês, e se vocês não gostarem da experiência? Vão fazer o que com a barraca? Eu tenho uma barraca para seis pessoas novinha, eu empresto para vocês e se gostarem da experiência de acampar, depois vocês comprão uma barraca para vocês.
Pronto! Já tínhamos o local e uma barraca.

27 de Dezembro de 2012...Chegou o dia..HU HUUU!!!

Arrumei as tralhas no carro e partimos com destino a Trindade, eu minha esposa e meu filho.
Chegando a Ubatuba a paisagem já começa a ficar exuberante. Naquele dia o sol estava maravilhoso, o dia estava lindo.

Chegamos ao camping por voltas das 10:00hs da manhã. O senhor que nos recepcionou foi extremamente simpático.
O camping em si não parecia com nada com o que nós havíamos imaginado, mas a beleza da natureza ao redor era magnífica.
O camping era uma área equivalente a um quarteirão, todo gramado e com várias árvores. Tinha quatro banheiros bem simples e uma área coberta que funcionava como cozinha e que mais parecia um barraco tailandês atingido por um tsunami. Como não pretendíamos comer no camping, não demos muita importância.
Até então estava tudo como o planejado, apesar do camping não ser o que eu imaginava.
Estacionei o carro e chegou a hora montar a barraca. Aí a coisa começou a se complicar um pouco.
Começamos a montar a barraca por volta das 11:00hs, o sol estava sobre as nossas cabeças. Fazia 42 graus e a sensação térmica era de 48. Só de levar as tralhas do carro até o local onde iria ficar a barraca eu perdi uns dois litros de suor e bebi dois litros de Coca-Cola. O calor estava insuportável.
Era a primeira vez que montava uma barraca e na verdade não tem o menor segredo, ou melhor, tem sim! Falarei dele mais a frente.
Por ser a primeira vez, montamos tudo muito rápido, e assim que terminamos fomos para a praia.
Fomos para o centrinho de Trindade, local que em certos momentos parecia com os becos das favelas de São Paulo. O pessoal fuma maconha na mesma proporção que os gaúchos bebem chimarrão, mas nada de violência ou atitude hostil. Tudo mundo de boa!
Ficamos o tempo todo dentro da água, pois era praticamente impossível ficar fora dela.  
Quando o sol começou a se pôr voltamos para a nossa barraca, estávamos ansiosos em passar a nossa primeira noite dormindo em uma barraca.
Quando retornamos ao camping um grupo com três casais de jovens havia montado uma barraca bem em frente a nossa, mas todos pareciam ser gente boa.
Às 21:00hs a temperatura já estava mais agradável e já estávamos dentro da barraca para um inesquecível noite de sono. Inesquecível mesmo!
Às 22:00hs as luzes do camping foram apagadas, o breu era total. Eu achei um pouco estranho, pois pensei que iríamos conseguir observar o céu estrelado, mas logo entendi o porquê não enxergávamos as estrelas, a meia noite em ponto um trovão rasgou o silêncio e um raio a escuridão arrancando um galho de uma árvore a alguns metros da nossa barraca... O susto foi grande! Mas o pior ainda estava por vir.
A primeira noite na barraca é estranha, tem o barulho do vento nas árvores, sons de pássaros noturnos e neste camping especificamente tinha o barulho do mar, que a essa altura já estava revolto.  
Bom, logo começaram a cair os primeiros pingos de chuva, mas em questão de minutos o que aconteceu foi algo conhecido como Tromba D’água.
Os raios e trovões aconteciam com intervalos de segundos uns dos outros, o vento era fortíssimo e arrancava os galhos das árvores. O barulho do mar batendo nas rochas é algo que eu não tenho como descrever.
O pessoal que estava na barraca em frente a nossa correu não sei para onde, parecia que cada um tinha corrido para um lado.
Lembra-se do segredinho na hora de montar a barraca? Vou falar dele agora.
No teto da barraca, bem no topo, existe uma fita parecida com um cadarço que serve para amarrar as varetas que se cruzam sobre o teto da barraca. Eu não dei a mínima para essa fita, achei que era frescura, só que na hora do vento esse pequeno desleixo custou caro.
O vento começou a desmontar a barraca e começou entrar água por todos os lados.
Eu sabia que estávamos correndo perigo devido à quantidade de raios, e o lugar mais seguro para nós nos abrigarmos era dentro do carro. Só que para chegarmos até o carro tínhamos que atravessar toda a extensão do camping que era um terreno cheio de desnível, cheio de buracos, árvores, plantas com espinhos, fios de alta tensão, encontrava-se totalmente no breu e ainda por cima não conseguíamos encontrar a chave do carro, pois a barraca havia desmontado.
Não tínhamos opção. Ficamos em cima dos colchões de plástico, pois pensamos que ele poderia ser um isolante contra uma possível descarga elétrica de um raio, mas até hoje não tenho certeza disso.
A tempestade durou até as 2:00hs da manhã. Depois que tudo acalmou fomos arrumar os destroços da barraca e procurara a bendita chave do carro.
Quando foi lá pelas 6:00hs da manhã é que sentimos a falta do grupo de jovens. Para onde teriam ido eles?
Mal acabei de perguntar por eles para a minha esposa, vimos a porta do banheiro se abrir. E lá de dentro saiam eles, as meninas chorando, os rapazes fazendo piadinhas, mas estavam com cara de assustados. Os seis passaram a noite dentro do banheirinho.
O dono do camping nos disse que em 30 anos nunca havia chovido daquela maneira, e pior, disse que atrás do camping existe uma cachoeira e um riacho e que ele temeu por uma inundação que arrastaria tudo do camping para o mar.
Todos nós desarmamos as nossas barracas e fomos embora.
Por causa desta chuva 30 pessoas morreram devido aos deslizamentos de terra na região de Angra dos Reis e Paraty -RJ.

O medo foi muito grande e eu pensei que nunca mais iríamos acampar, mas um mês depois dessa terrível experiência em Trindade nós já tínhamos comprado a nossa barraca, e o nosso segundo acampamento foi na simpática cidade de Joanópolis - SP, a cidade do lobisomem e mais especificamente na Cachoeira dos Pretos. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Nossa?! Acampar ?

Moro na cidade de Guarulhos, uma cidade que amo de coração, mas é completamente desprovida de beleza arquitetônica, de belezas naturais e de áreas de laser.
Como qualquer cidade grande o perigo está por todos os lados. Não temos nem o hábito de cumprimentar uns aos outros, pois somos todos suspeitos uns para os outros. Quem não age assim acaba sendo vítima.
Um dia olhei para o meu filho que tinha doze anos na época e pensei:
 “Na idade dele eu estava correndo pela rua com os meus colegas, subindo em árvores e brincando em lagoas”.
A vida do meu filho é 60% virtual e o seu melhor amigo é um avatar.
A minha vida cotidiana é estressante como a vida de milhões de pessoas que vivem por aqui. Eu rezo a semana inteira no trabalho para que chegue logo o final de semana, e quando chega o final de semana eu rezo para que chegue logo a Segunda-Feira para voltar a trabalhar.
Os finais de semana se tornaram insuportáveis para mim e para minha família.
Vizinhos ouvindo músicas - de gosto duvidoso - em altíssimo volume, micro igreja evangélica com um “pastor” urrando versículos bíblicos em altíssimo volume, carros com potente aparelhagem de som tocando música – de gosto duvidoso - em altíssimo volume.
Eu tenho na minha casa um sistema de TV a cabo com mais 300 canais, mas não consigo achar um programa que preste. 
Quando saímos para um passeio de final de semana, esse se torna estressante também.
O estresse já começa na hora de encontrar uma vaga no estacionamento, depois na hora de comprar a porcaria de um Fast Food, o atendimento em qualquer estabelecimento comercial está péssimo, e quando conseguíamos uma mesa para sentarmos, temos que engolir o lanche de uma só vez, pois sempre tem alguém parado em frente a nós segurando uma bandeja e com um olhar fixo de psicopata nos encarando.

Eu não aguentava mais isso. ...Foi então que tive a ideia de acampar....

Os Primeiros 10 Mandamentos de um Campista:


1. Não leve sua casa para o campo, você está exatamente tentando se livrar dela por alguns dias. 
2. Verifique se você é alérgico a insetos, principalmente a mosquitos,a citronela é um bom exemplo de um produto natural, não tóxico, de cheiro suave e agradável e extremamente eficiente em manter esses monstros afastados de você até o próximo banho!
3. É uma tremenda falta de educação ouvir música com  volume do som alto em uma área de acampamento;
4. Observe as leis, normas e regras da área de acampamento; se você está numa reserva ou área protegida, leias as placas, leia os folhetos, e não se intimide de denunciar aos responsáveis violações cometidas por outras pessoas. Dentro do possível, deixe as atitudes de polícia para a polícia (mas não deixe de denunciar).
5. Não faça fogo sem certeza absoluta de que não vai se espalhar; o vento pode tornar as coisas incontroláveis de uma hora para a outra.
6. Observe a área sob a barraca: não é saudável dormir em cima de formigueiros, pedras, solos muito irregulares, sua coluna vai reclamar de manhã. Viu aquele lugarzinho lindo e plano? Observe melhor para ver se não vai se transformar num leito de rio em caso de chuva forte, você não estará preparado para “navegar”.
7. Ao vestir suas botas de manhã, bata elas de cabeça para baixo contra o chão: pode ser que saia uma aranha furiosa lá de dentro.
8. Defina uma área de banheiro LONGE das barracas e das águas correntes caso o camping não tenha banheiros. Uma pazinha e um curso rápido com os gatos vão lhe tornar um ser limpo, saudável e ecológico.
9. Separe o lixo orgânico do inorgânico. O lixo orgânico precisará de dois sacos, um dentro do outro, para evitar acidentes desagradáveis.

10. Na natureza nada se retira e nada se deixa.

Campismo

Acampamento é um local onde são armadas/montadas barracas ou tendas, geralmente com proximidade à natureza onde toda a infra-estrutura é levada pelos campistas, tal prática é conhecida por campismo.



Quando falamos em acampar, essa simples palavra pode gerar diferentes impressões em cada pessoa. Mas na verdade existem diferentes tipos de acampamentos e cada tipo de acampamento está ligado ao perfil de cada campista.


Tipos de Acampamento

Selvagem: É aquele que acontece em locais ou áreas naturais, sem qualquer estrutura, simplesmente em meio à natureza. Costumam ser realizados por pessoas que gostam de se afastar dos centros urbanos e curtir o contato com o meio ambiente em seu estado mais primitivo. Não tem tomada, nem banheiro, nem nada de infraestrutura. No local, só vai ter aquilo que você mesmo levar.

Estruturado: Basicamente, é quando se trata de um camping organizado com infraestrutura. Mas neste caso é preciso tomar cuidado! Pois existem campings com infraestrutura de fazer inveja a muitos hotéis. Possuem piscinas, restaurantes e muito mais. Mas em compensação existem muitos campings que nada mais são que um simples terreno com um banheiro caindo aos pedaços, porém o proprietário chama esse terreno de camping.
Neste caso, há não ser que você seja um aventureiro disposto a enfrentar qualquer tipo de imprevisto, aconselho a pesquisar na internet em bloggs de campistas e redes sociais por exemplo, informações de quem já conhece o camping que você deseja conhecer.

Barraca: É a forma de acampar mais difundida aqui no Brasil. Existem também barracas de todos os tipos, tamanhos, pesos e qualidades. Há barracas com grandes estruturas e divisões de quartos, ideais para famílias inteiras, e há aquelas pequenas o suficiente para abrigar apenas uma pessoa deitada e nada mais. Acampar com barraca é uma opção muito versátil: há quem passe um mês acampando com barraca em um camping estruturado em uma praia badalada, e há também quem a use para fazer travessias de dias e dias em lugares isolados e longe da civilização. Com conhecimentos técnicos e uma barraca leve, você ganha a liberdade de chegar em praticamente qualquer lugar que seus pés possam te levar.
Claro que você vai precisar ter um equipamento (a barraca) adequado ao seu estilo de camping.

Motor home e Trailer: Existe uma grande variedade de tipos de trailers e motor homes (e outros veículos motorizados que se transformam em um local para dormir), principalmente fora do Brasil, mas aqui também tem várias opções. Alguns motor homes são realmente grandes e extremamente confortáveis, ideais para pessoas que precisam de um pouco mais de estrutura, mas que mesmo assim não querem deixar de viajar e estar em contato com o meio natural.
Uma característica é que, apesar de dar bastante autonomia para os campistas se deslocarem para diferentes lugares, ele fica limitado a ir apenas até onde chegam as estradas.
Na verdade, acampar com trailer ou motor home é um segmento específico dentro do Campismo que pode ser chamado de Caravanismo, embora esse termo não seja mais muito utilizado.
Bivaque: É quando se acampa sem usar barracas. Pode-se dormir direto sobre as estrelas, usar algum abrigo natural, alguma lona ou, ainda, utilizar redes. Bivaques costumam ser realizados em situações em que a pessoa não pode carregar grandes quantidades de equipamentos. Mas para realizar esse tipo de acampamento, é importante que a pessoa tenha conhecimento sobre o clima e o local onde pretende pernoitar, para que não passe a noite ao relento, debaixo de chuva.